Camada de produto
Helena Vicari
Responsável pelo desenho de produto, pesquisa qualitativa e jornadas. Antes do estúdio, conduziu produto na Olist e na Cubo. Mantém o registro de decisões do estúdio desde 2019.
Começamos em 2018 numa sala de quatro pessoas na Vila Buarque, com a desconfiança de que o software corporativo brasileiro estava sendo desenhado por encomenda — sem narrativa, sem intenção, sem leitura possível depois de pronto.
Oito anos depois, somos catorze pessoas distribuídas entre design de produto, engenharia de interface e pesquisa aplicada. Atendemos quatro novos projetos por semestre, em parceria de longo prazo com o time interno do cliente.
Cada cláusula abaixo é discutida no contrato antes da primeira reunião. Não trabalhamos onde elas não cabem — e não levamos isso para o lado pessoal.
Toda decisão de design ou de arquitetura entra num registro versionado. Quem entrar no projeto seis meses depois pode reconstruir o porquê de cada escolha — sem precisar perguntar.
Não entregamos código órfão. O time de engenharia do cliente participa do desenho desde o primeiro dia, e o sistema sai do estúdio mantido por quem ficou — não por quem foi embora.
Preferimos seis camadas legíveis a duas camadas mágicas. Recusamos abstrações precoces, frameworks de mais e qualquer coisa que precise ser explicada por um onboarding de duas semanas.
O estúdio se organiza em quatro frentes permanentes. Cada uma tem uma pessoa responsável por manter o registro público e responder pela qualidade da camada.
Camada de produto
Responsável pelo desenho de produto, pesquisa qualitativa e jornadas. Antes do estúdio, conduziu produto na Olist e na Cubo. Mantém o registro de decisões do estúdio desde 2019.
Camada de sistema
Lidera os sistemas de design e a documentação técnica. Doutor em ciência da computação pela USP. Mantém os manuais públicos do estúdio e responde pelos contratos de acessibilidade WCAG.
Camada de engenharia
Engenharia front-end, observabilidade e a interface entre o estúdio e os times de plataforma dos clientes. Conduziu sistemas em produção no Nubank e na Loft entre 2017 e 2022.
Camada de operação
Coordena contratos, alocação de time e a relação financeira. Antes do estúdio, foi gerente de operações na Y Combinator Latam. Mantém o calendário público de janelas de projeto.
Resumo dos acontecimentos que mudaram a forma como o estúdio trabalha. Sem prêmios, sem rankings — apenas o registro do que aprendemos a fazer melhor.
Quatro pessoas numa sala de 28 m² na Vila Buarque. Primeiro contrato: redesenho do back-office da Movile.
Publicamos o manual da Plataforma Eixo, hoje usado por 6.300 professores em 19 municípios brasileiros.
Passamos a documentar cada escolha de design e arquitetura num arquivo versionado. Tornou-se padrão do estúdio.
Primeiro projeto fora do Brasil — plataforma de logística para o operador chileno Bsale, em parceria de 14 meses.
Criamos uma frente fixa de pesquisa em parceria com o Insper. Três artigos publicados desde então sobre design operacional.
Saímos da Vila Buarque depois de seis anos. Estúdio atual ocupa o conjunto 84 do Edifício Augusta, com sala de revisão aberta a clientes.
Primeiro contrato público — Portal de Dados Abertos com leitura assistida. Lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.
Time deixa de se organizar por projeto e passa a se organizar por camada — produto, sistema, engenharia, operação. Em vigor desde fevereiro.
Não desenhamos software para parecer moderno. Desenhamos para ser verificável, operável e, sobretudo, lido depois.
Sem proposta comercial, sem briefing fechado, sem apresentação. Apenas uma conversa para descobrir se o trabalho cabe entre as quatro vagas do semestre.
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